quinta-feira, 1 de outubro de 2009

9º Encontro Presencial

Oficina “Avaliação diagnóstica”

No dia 11 de setembro de 2009 realizou-se a oficina de avaliação diagnóstica (entrada). Iniciamos o 9º encontro presencial com a mensagem “Calça Molhada”. Logo em seguida, mostramos os objetivos da avaliação para os alunos do 6º ao 9º ano. Dividimos os cursistas em 04 grupos, onde cada um ficou responsável por uma série. Em posse das avaliações e da chave de gabarito e descritor, as equipes, sobre orientação dos formadores iniciaram os trabalhos, relacionando questões aos descritores. O segundo passo foi escolher para cada descritor uma questão para serem apresentadas em plenária.Durante a culminância todos os cursistas, tinham em mãos todas as avaliações para acompanharem os questionamentos. No decorrer das apresentações houve intervenções, sugestões e discussões em torno do trabalho apresentado. No final distribuímos 01 CD com as avaliações para cada escola atendida pelo programa, para facilitar reprodução do material.Mediante o desenvolvimento da oficina, podemos concluir que o resultado foi satisfatório.


Texto Reflexivo


Venha comigo a uma sala de aula do terceiro ano...

Há um menino de nove anos sentado à sua carteira e de repente há uma poça entre seus pés, e a parte dianteira de suas calças está molhada.Ele pensa que seu coração vai parar porque não pode imaginar como isso aconteceu. Nunca havia acontecido antes, e sabe que quando os meninos descobrirem nunca o deixarão em paz. Quando as meninas descobrirem, nunca mais falarão com ele enquanto viver. O menino acredita que seu coração vai parar; abaixa a cabeça e faz esta oração:- Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda agora! Mais cinco minutos e serei um menino morto.Levanta os olhos de sua oração e vê a professora chegando com um olhar que diz que foi descoberto. Enquanto a professora está andando até ele, uma colega chamada Susie está carregando um aquário cheio de água. Susie tropeça na frente da professora e despeja inexplicavelmente a água no colo do menino. O menino finge estar irritado, mas ao mesmo tempo interiormente diz "Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!"De repente, em vez de ser objeto de ridículo, o menino é objeto de compaixão.A professora desce apressadamente com ele e dá-lhe shorts de ginástica para vestir enquanto suas calças secam. Todas as outras crianças estão sobre suas mãos e joelhos limpando ao redor de sua carteira. A compaixão é maravilhosa.Mas como tudo na vida, o ridículo que deveria ter sido dele foi transferido a outra pessoa - Susie. Ela tenta ajudar, mas dizem-lhe para sair. "Você já fez demais, sua grosseira!" Finalmente, no fim do dia, enquanto estão esperando o ônibus, o menino caminha até Susie e lhe sussurra:- Você fez aquilo de propósito, não foi?E Susie lhe sussurra:- Eu também molhei minha calça uma vez.Possa Deus nos ajudar a ver as oportunidades que sempre estão em torno de nós para fazer o bem.Lembrem-se... apenas ir à igreja não o faz um cristão, da mesma forma que ficar dentro de uma garagem não o transforma em um carro.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Relatório da prática pedagógica dos cursistas: Solange Barros Lima e Wanderson Vieira.

O trabalho descrito refere-se ao TP3, a atividade “Interdisciplinaridade entre gêneros textuais”, a atividade contou com a participação da 8ª série da Escola Municipal Alexandre Nunes de Almeida, zona rural.
Mostramos para os alunos alguns gêneros textuais como: receita, bula de medicamento, poesia e propaganda. Solicitamos que trouxessem para a sala de aula alguns dos exemplos mostrados que eles encontrassem. Dando continuidade, fizemos uma análise do material para perceber as características, a linguagem usada, onde seria encontrado e a função desses gêneros.
Após essa etapa, dividimos os alunos de 03, sorteamos um tema e um gênero, onde caberia aos alunos desenvolverem o texto dentro desse gênero, o resultado foi maravilhoso e qualificador.
Floriano (PI), 15 de setembro de 2009.

8º Encontro Presencial

TP5 Unidades 19 e 20

Aos vinte e oito dias do mês de agosto de 2009 realizou-se no auditório da SEMED o 8º encontro presencial do Gestar II sobre orientação dos formadores: Elma Macedo, Jorlania Lima e Benedito Mauriz. A abertura foi feita com o vídeo Vida Maria, objetivando despertar uma reflexão a respeito das mudanças e inovações da prática pedagógica no nosso cotidiano. Em seguida, aconteceu relato do avançando na prática das cursistas: Leda Maria de Jesus, Geovana Pereira e Maria Raimunda Pereira da Escola Municipal Antoniete Castro, 6º ano.
Começamos o estudo das unidades 17 e 18 do TP5 com a imagem do texto “água e cores”, página 121, levantando discussão sobre os elementos lingüísticos responsáveis pela continuidade de sentidos em um texto, logo após passamos o vídeo A Índia que a TV Globo não mostra. Demos continuidade trabalhando coesão textual e seqüencial através de leitura compartilhada.
Para realização da oficina, dividimos a turma em cinco grupos onde cada um ficou responsável para trabalhar um tema referente a coesão textual e referencial e posteriormente debater em plenária. Pode-se concluir que o resultado foi satisfatório, uma vez que foi notória a interação entre os participantes.

7º Encontro Presencial

Aos onze dias do mês de agosto de 2009 realizou-se na SEMED – Secretaria Municipal da Educação o 7º encontro do Gestar II na área de português, onde contou com a presença de vinte e cinco cursistas pela manhã e vinte a tarde. No primeiro momento apresentou-se a mensagem reflexiva “Filtro Solar”. Em seguida dividimos a turma em quatro grupos para gravar na fala a narração de um jogo de futebol, isto posto dentro do estudo da estilista (TP5) foram feitos vários comentários do texto, explorando a diferença entre dialeto e idioleto. Dando seqüência aos trabalhos, discutimos sobre a estilística do som e da palavra e reconhecemos alguns recursos reflexivos ligados a estes. Realizou-se ainda um concurso de trava línguas entre os cursistas, onde houve grande participação.O estudo da estilística da frase da enunciação foi feito através de leitura compartilhada. Utilizamos o texto “rodapé” para trabalhar a construção da coerência textual. Finalizamos com oficina de seqüenciamento de frases e gravuras observando a coerência verbal e não verbal.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

RELATORIO 5° ENCONTRO PRESENCIAL

Aos vinte e nove dias do mês de junho de 2009 realizamos no auditório da SEMED o quinto encontro do gestar II de Língua Portuguesa onde foi trabalhado a oficina 08 do TP4 unidade 16.
O curso foi ministrado pelos tutores Elma Macedo, Jorlânia Lima e Benedito Mauriz contando com a presença de 25 cursistas no turno manhã e 18 turno tarde.

No primeiro momento foram apresentados vídeos de atividades da prática pedagógica das cursistas Neli Pinto (Francisco Dutra), Maria José Costa e Conceição Oliveira (E. M. Padre Pedro Oliveira) e Ivanilde Ferreira. (E. M. Getulio Vargas), tais atividades tiveram acompanhamento dos formadores. Os Vídeos serviram de motivação para os demais cursistas, pois os mesmos reforçaram uma aplicabilidade criativa e dinâmica visando despertar nos alunos interesse e participação.

No segundo momento, trabalhamos a oficina do TP4.

Dividimos a turma em grupos, onde cada um ficou responsável por dois temas (resumindo do TP4), para serem analisados e posteriormente apresentados de forma sucinta. Todos os grupos atenderem as nossas expectativas mostrando interação e participação no decorrer das apresentações. Logo em seguida, partimos para oficina 08 da unidade 16, esta atividade foi baseada na página 220 do TP4. Os participantes conduziram o trabalho de forma dinâmica, utilizando cartazes, desenhos, colagens, escrita e pinturas. Foi um trabalho de grande valia.

Finalizamos, agradecendo a presença dos cursistas e marcando atividades para o próximo encontro.

Oficinas do TP4





sexta-feira, 17 de julho de 2009

Memorial da Cursista Maria Domingas da E. M. Pe. Pedro Oliveira


Trajetória de leitura e escrita


Quando se pensa em trajetória de leitura e escrita somos levados a análise e reflexão sobre os bens culturais e a nossa participação no mundo letrado.

Sou natural da localidade Rio Branco deste município de Floriano – PI, filha de Marcelo Bispo do Nascimento- lavrador / vaqueiro e de Francisca Batista do Nascimento- professora. Éramos dez irmãos, sete homens e três mulheres onde sou a mais nova delas, o que me propôs mais oportunidades.

Minha mãe por ser professora desejava muito que nos tivéssemos oportunidades escolares para possíveis futuros promissores, enquanto meu pai queria, no entanto temia, pois via a “maioria do povo jovem da cidade como cheio de liberdade e sem respeito” porém estas palavras nos motivaram a não decepcioná-los.

Ensino fundamental 1ª a 8ª série

Fui alfabetizada pela minha mãe inicialmente pela antiga carta de ABC e em alguns momentos por um material que a mesma utilizava para alfabetizar adultos no chamado Mobral, em um papelão duro existia a palavra e outros desenhos e às vezes o formato do papelão era do nome do objeto como triângulo, quadrado etc.

Na época não existia sede escolar e nossa casa um dos cômodos funcionava a sala de aula onde havia aulas pela manhã (multiseriadas) e a noite (Mobral ) como não existia luz elétrica era utilizado dois lampiões. O grau de formação de minha mãe era 8ª série e o método de ensino era o soletrando.

Inicialmente veio para estudar na cidade minhas irmãs e pelo bom desenvolvimento escolar apresentado por elas, meus pais acharam conveniente que eu também tivesse as mesmas oportunidades e todas nos fomos amparadas por membros da mesma família da qual nosso pai era vaqueiro, pois queria que mantivéssemos contato umas com as outras.

Mudei-me para a cidade de Floriano em 1979, como já havia iniciado as aulas alguns meses fiquei estudando só em casa.

Cursei em:
1980 a 1ª série na Unidade Escolar Odorico Castelo Branco com a professora Mercês;
1981 a 2ª série na Unidade Escolar Agrônomo Parentes;
1982 a 3ª série na Unidade Escolar Ministro Pedro Borges, que tinha como educadora a professora Teresinha Leal que desenvolvia atividades motivadoras e procurava usar palavras de elogios aos nossos avanços que impulsionava nossa auto-estima;
1983 a 4ª série na Unidade Escolar Estefânia Conrado que tinha como diretor o professor Barcelar. Na época o que marcou positivamente era o habito de rezarmos e cantar hinos pátrios antes de adentrarmos a sala de aula. Marcou negativamente foi receber a noticia do falecimento da minha mãe em sala de aula;

Leituras desenvolvidas: jornais, historias em quadrinhos ordenada diariamente pelo esposo da minha madrinha.
1984 a 5ª na Unidade Estefânia Conrado;
1985 a 1987 a 6ª, 7ª e 8ª série na Unidade Escolar Monsenhor Lindolfo Uchôa, professores que marcaram: Rosenilde Atem com o poema minha Terra tem palmeiras de Gonçalves Dias entre outros e algumas dramatizações; professor Carvalho com suas belas aulas de Ciências. O que marcou negativamente foi ter que estudar a noite antes de concluir a 7ª série, para trabalhar os dois turnos no comercio da família na qual eu residia onde desde os onze anos já trabalhava um turno.

Segundo e terceiro grau

Para ingressar era necessário fazer um teste seletivo de Português e Matemática.

Em 1988 cursei o 1° ano pedagógico na Escola Normal Osvaldo da Costa e Silva e no ano seguinte por conta das greves fui obrigada a deixar a escola.

Em 1989 cursei o 2° ano no Colégio Nobel a convite da própria diretora que ofereceu – me a metade de uma bolsa de estudo enquanto eu a atendia no comercio.

Em 1990 cursei o 3°e 4° ano adicional na mesma escola.

Leituras desenvolvidas: livros literários como O.G. Rego, Torquato Neto e outros.

Em 1991 meus irmãos biológicos enviaram- me para fazer cursinho em Teresina.

Em 1992 enquanto estudava meu pai foi fazer alguns exames em Teresina e veio a falecer, quase desistir pelo desanimo e tristeza, mas meus irmãos não deixaram.

Em 1993 fiz concurso municipal para Timor fui aprovada, trabalhei apenas 06 meses pois havia feito também para professor do estado na cidade de Nazaré do Piauí com aprovação e chamado retornei a Floriano.

Em 1996 casei-me.

Em 1998 fiz concurso para o município de Floriano e vestibular para Pedagogia e tive meu primeiro filho.

Em 2002 fiz pós-graduação em docência do ensino superior e vestibular para Biologia.

Em 2003 tive meu segundo filho.

Durante o terceiro grau as leituras que marcaram foram dos autores: Paulo Freire, Emilia Ferreiro, Da costa e Silva, Piaget, Ana Teberowsky, Sônia Lopes, entre outros livros.

Avaliação da Cursista Neli Sousa Pinto da E. M. José Francisco Dutra sobre Gestar II de Português em Floriano


Gestar II SEMED


1-Em que sentido o Gestar II pode promover mudanças no trabalho dos membros da comunidade escolar e como isso contribuiria para o processo de ensino aprendizagem e para o desempenho dos alunos?

R- Despertar na comunidade escolar a necessidade de reflexão e auto avaliação sobre a prática pedagógica. Uma prática avaliada e renovada com certeza refletirá diretamente no ensino aprendizagem dos alunos.

2-Em relação à implementação do GestaII em sua escola, que pontos de facilidade e de dificuldade você salientaria?

R- Na implementação do Gestar II, o empenho da gestão escolar em apoiar a equipe, a comunicação dos tutores com a escola, facilita o desempenho do trabalho. No entanto a falta de tempo pedagógico para o planejamento das atividades, como também a falta de alguns materiais didáticos limita um melhor desempenho dos trabalhos.

3- Sua opinião é muito importante para nós.
a) Que bom?
b) Que tal?
c) Que pena?

R.
a)- Que bom que surgiu o Gestar para aprimorar nossa prática pedagógica.
b)-Que tal criar junto aos coordenadores pedagógicos uma parceria para planejamento das atividades?
c)-Que pena que o tempo para o planejamento é muito reduzido.


Floriano-PI, 10 de julho de 2009